Quando falamos dos jogos de mundo aberto mais importantes das últimas gerações de consoles, é impossível não citar Cyberpunk 2077. O game, desenvolvido pela CD Projekt RED, estúdio polonês por trás do também consagrado Witcher 3: Wild Hunt, é certamente um dos projetos mais ambiciosos que já chegaram ao mercado, justamente pelo seu escopo absurdo.
Com o lançamento do novo console da Nintendo, o Switch 2, foi necessário trazer um título de peso para poder demonstrar o potencial gráfico do aparelho. Neste contexto, surge Cyberpunk 2077 Ultimate Edition, uma versão totalmente projetada para levar a experiência do blockbuster, que vendeu mais de 30 de milhões de cópias, ao videogame nintendista. Mas será que a CD Projekt RED fez um bom trabalho?
GRÁFICOS LINDOS E DESEMPENHO IMPRESSIONANTE
Sendo considerado um marco dos games em termos de mundo aberto detalhado, Cyberpunk 2077 certamente é um jogo que exige bastante por parte do hardware utilizado. As versões de Xboxone e Playstation 4, por exemplo, apesar de competentes, possuem texturas mais simples e grande flutuação nas suas taxas de quadros. Dependendo da cena apresentada, manter os 30 FPS se mostra um desafio para as plataformas da oitava geração de consoles.

Se falarmos dos integrantes da geração atual, especificamente do Playstation 5 e do Xbox Series X, o universo que permeia Night City se mostra vibrante e fluido. Eu fico muito feliz em informar que a versão para Nintendo Switch 2 também faz bonito, encontrando o equilíbrio adequado entre detalhamento gráfico e aproveitamento de recursos. O jogo, em especial a aventura base, roda com carregamentos rápidos, taxa de quadros estável de 30 FPS, resolução Full HD 1080p e qualidade de texturas que lembra muito mais o PS5 do que o PS4 ou o PS4 Pro.
É importante destacar aqui que a versão de Cyberpunk para Switch 2 não tem como objetivo bater de frente com as máquinas mais potentes do mercado. Se você procura jogar o game em 4K60FPS, a sua melhor opção é montar um computador gamer potente. Agora, se você está buscando uma forma satisfatória e prática de curtir o mundo aberto futurístico, saiba que o Nintendo Switch 2 se utiliza de tecnologias como DLSS e VRR para proporcionar ao jogador uma experiência sólida e que não abre mão de nada, superando em muito o que o Steam Deck oferece, por exemplo.
Através dos recursos oferecidos pelo processador da Nvidia presente no Switch 2, Cyberpunk 2077 Ultimate Edition oferece duas opções: Desempenho, que atinge até 40 quadros por segundo, sendo apresentado em 1080p no modo TV e 720p no modo portátil; e Qualidade, que alcança uma taxa estável de 30 fps e gráficos caprichados de até 1080p em ambos os modos.
JOGO COMPLETO, COM DIRETO À EXPANSÃO
Chegando pela primeira vez a uma plataforma Nintendo, Cyberpunk 2077 traz o pacote completo para os fãs nintendistas. Absolutamente nada fica de fora dessa versão; todas as missões, personagens, equipamentos, habilidades, veículos e locais que você esperaria encontrar em Night City estão aqui.

Não exagero em dizer que este é um game colossal, pois a campanha principal deve te oferecer, facilmente, 20 horas de gameplay de altíssima qualidade. Mas se você quiser completar 100% do que o jogo base apresenta, prepare-se para passar mais de uma centena de horas curtindo um alucinante futuro distópico.
E olha que eu ainda nem falei da cereja do bolo deste pacote! Isso porque Cyberpunk 2077 Ultimate Edition para Nintendo Switch 2 já inclui a famigerada expansão Phantom City, celebrada por muitos como a redenção do game, tamanha a sua qualidade. É importante notar que o conteúdo é tão exigente do ponto de vista gráfico que o PS4 e o Xboxone não foram capazes de recebê-lo, então poder apreciá-lo de maneira portátil certamente é algo impressionante.
RECURSOS EXCLUSIVOS DO SWITCH 2
Além de excelente otimização, esta nova versão de Cyberpunk 2077 também inclui diversos recursos exclusivos, desenvolvidos especialmente para as características únicas do Nintendo Switch 2. As novidades podem ser divididas em 4 grupos: controles por movimento, sensor do mouse, mira de precisão e tela tátil.
Através do sensor de movimento dos Joy-Cons 2, é possível entrar em uma briga de socos e golpes de uma maneira singular: pode-se realizar ataques rápidos e pesados, esquivar, arremessar facas, se curar e até mesmo recarregar armas através da movimentação dos controles. O sistema funciona surpreendentemente bem, adicionando dinamismo aos combates físicos de Cyberpunk.

O sensor do mouse presente nos controladores do Switch 2 também é amplamente utilizado, oferecendo uma experiência semelhante à encontrada nos PCs. Destaco aqui que o jogo inteiro funciona com o uso deste recurso, e não apenas na navegação de menus ou em minigames, o que facilita o controle de câmera e aumenta absurdamente as opções oferecidas ao jogador.
Mas eu diria que essa versão de Cyberpunk brilha mesmo quando falamos no uso de pistolas, metralhadoras e snipers. Você pode controlar a mira utilizando o analógico do Joy-Con 2 direito, o modo mouse ou a mira giroscópica, que te permite inclinar o controle para encontrar aquele pontinho específico do seu oponente que está implorando para receber uma bala. Estes modos de controle são extremamente dinâmicos, podendo ser alterados e ativados ou desativados em qualquer momento da sua jornada.
Por fim, para aqueles que optarem por explorar as maravilhas de Night City no modo portátil, estarão disponíveis recursos envolvendo a tela de toque do Nintendo Switch 2. Navegar pelos menus, equipar novos aprimoramentos e habilidades e resolver minigames de hack se transforma em algo extremamente prazeroso e incrivelmente intuitivo. A CD Projekt RED realmente não dormiu em serviço nesta nova versão do game!
ENREDO ENVOLVENTE E INOVADOR
A ambientação de Cyberpunk 2077 é certamente impressionante, com um nível de atenção aos detalhes que beira o absurdo. Mas de nada adiantaria ter acesso a um mundo primoroso se não houvesse uma grande narrativa incentivando o jogador a explorar as possibilidades deste universo, não é mesmo?

Felizmente, posso afirmar que a aventura criada pela CD Projekt Red conta com uma história sólida e muito bem desenvolvida. No papel de V, uma mercenária que tenta ganhar a vida em uma cidade onde o dinheiro é rei, o jogador logo se vê em uma situação delicada após uma operação de roubo fracassar: um importante executivo da imponente empresa Arasaka é assassinado na frente da protagonista, provocando uma fuga forçada. Mas calma, fica pior; o objeto do roubo, que era um chip altamente tecnológico, acaba conectado ao cérebro de V, fazendo com que ela passe a dividir o próprio corpo com a consciência de um já falecido roqueiro terrorista. Sim, eu sei, loucura máxima, não é mesmo?
Evitando me aprofundar demais na trama, após já ter fornecido uma sinopse resumida, saiba que Cyberpunk não se trata de uma jornada clássica de “bem contra o mal”. A narrativa é complexa, cheia de reviravoltas e surpresas, fazendo com que o jogador se questione a todo momento se está fazendo a coisa certa. Neste universo lotado de personagens e situações intrigantes, é fácil mergulhar em Night City a ponto de se esquecer que se trata de mundo contido em um videogame. E isso é maravilhoso!
VALE A PENA?
Cyberpunk 2077 Ultimate Edition para Nintendo Switch 2 é primoroso em tudo o que se propõe: belos gráficos, inovações de jogabilidade, narrativa impactante e centenas de horas de diversão. É evidente que a CD Projekt RED tratou este port com carinho e dedicação, pois ele não deve em nada em relação às outras plataformas.
Posso dizer que as 40 horas que passei em Night City e Dogtown para produzir esta review foram extremamente prazerosas. Simplesmente épico!
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